Índia, Agra.

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A Viagem Perfeita

Já fiz viagens quase perfeitas, mas quase todos os nossos conceitos enfermam do vício da subjectividade da condição humana. Pesando os prós e os contras, corro para a atracção do abismo e percorro o caminho no fio da navalha. A viagem perfeita pode mesmo ser a viagem á volta do meu quarto. Ou as que fiz, com Verne, Salgari, Ferreira de Castro e Bruce Chatwin, quando o doce pássaro da juventude ainda pairava sobre mim. Namasté Índia.

     Antes de lá chegar já lá estava e depois de regressar, ainda lá fiquei. Foi a viagem sonhada, preparada e vivida, com amigos que beberam as mesmas ‘’estórias’’ com a sofreguidão daqueles que vivem e sonham com a cabeça pousada nas nuvens e os pés pouco assentes na terra. Partimos com as emoções e sensações despertas, tábua rasa para escrever o que os olhos viam e os sentidos percebiam, despertos para concepções tão simples e tão complicadas como cores, odores, silêncios, solidão e multidões.

A Índia não se conta, nem se descreve, sente-se, vive-se, sofre-se. Primeiro estranha-se e depois entranha-se. Penetra-nos nos poros, invade-nos o corpo e embriaga-nos o espírito. Não conheço palavras para a descrever. Sinto-a apenas em mim.

      Rui Neves Munhoz, artigo publicado na revista ”Volta ao Mundo”, com o apoio ”Nomad” e ”Jet Airwais”, em 2010. Com este pequeno texto consegui regressar à ”minha Índia”, o mais fabuloso país do mundo, numa viagem ”Nomad”, com esse grande Amigo e companheiro de aventuras e de afectos; o Inácio Rozeira. (consultar: www.nomad.pt).

 

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