Segredos da Pérsia.

Abril 2011: 11 desconhecidos, companheiros de aventuras, percorreram o Irão, numa aventura inventada pela ‘’Nomad’’ e pelo Filipe Morato Gomes. Viajámos milhares de quilómetros, vivemos e convivemos como Iranianos e descobrimos um segredo indescritível e indecifrável, a Pérsia, terra de conquistadores e de poetas místicos.

Um país não é uma mera soma aritmética de monumentos e paisagens, é muito mais do que isso. O Irão é o herdeiro de impérios milenares, salpicado de cidades fabulosas, com um património universal, mas o maior tesouro da Pérsia é seu povo, de extraordinária cultura e de uma afectividade única e genuína, que nos recebe de braços abertos e com tâmaras nas mãos, convidando-nos a uma demonstração de afectos partilhados. Assim se vive no Irão. A nossa Europa egoísta e vaidosa, terá muito que aprender com esse admirável povo Persa, herdeiro de Arqueménidas, Gregos, Partos e Sassânidas, Seljúcidas, Otomanos e de muitas outras civilizações, num cadinho cultural imenso, que espalhou a astronomia, a matemática, a poesia, a arquitectura, a física, pelo mundo antigo e medieval.

Mas a Pérsia não é só história e passado, o Irão contemporâneo é uma realidade que nos surpreende em cada momento: os parques verdes dominam as cidades e em todos eles as famílias celebram piqueniques, para onde somos convidados. Os cafés de índole alternativa, as exposições, os museus de arte contemporânea e os eventos culturais, aliam-se ao culto dos poetas Medievais, junto de cujos túmulos, se recitam poemas. As construções históricas, apresentam-se bem conservadas e plenas de visitantes Iranianos. A rede de transportes públicos e as estradas são de acentuada qualidade. As pessoas são alegres e extrovertidas, comunicativas, falam de politica, arte, literatura e tomam a iniciativa da conversa. O cosmopolitismo urbano alia-se à tradição milenar. Os albergues familiares são confortáveis e de acentuado rigor estético, em redor de confortáveis pátios verdejantes. A alimentação é saborosa, o pão, queijos, doces e legumes, são uma tentação. A história cativa-nos, mas as atitudes do povo Iraniano desenham-se de forma indelével nas nossas memórias. Os 11 nómadas regressaram como amigos e cúmplices. É impossível contar o Irão em poucas linhas, mas se conseguir despertar a expectativa e o desejo, de o visitarem, então este texto, já valeu a pena.

Os meus companheiros desta aventura Persa, foram: o Filipe, a Rita e a Susana, o Bruno, a Maria e a Jolanta, o Joaquim e a Lena, a Joana e a Rosebel. Sem eles a viagem não teria sido, uma grande e fabulosa aventura.

Rui Neves Munhoz, texto escrito em Maio de 2011, após o regresso de uma inesquecível viagem ao Irão, inventada pelo meu Amigo Filipe Morato Gomes e pela ”Nomad”. (consultar www.fmgomes.com).

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