Isfahan

 Não sei se as cidades são amores eternos ou efémeros. A cidade preferida aos olhos de uns, pode ser invisível ao coração de outros, porque uma cidade não é uma mera soma aritmética de monumentos, mas sim o seu próprio povo.

Já tive algumas cidades preferidas, mas hoje o meu coração, bate por Isfahan, bela e verdejante. O centro histórico, magnífico, rasgado pelo bazar coberto, caudaloso rio humano, desagua na mais bela praça, que os meus olhos já viram. Vasta e pintada do verde da relva e do azul do lago, plena de vida, emoldurada por galerias de arcadas sobrepostas e coroada por deslumbrantes mesquitas que suportam cúpulas diáfanas, desenhadas em caligrafias e geometrias indecifráveis. Mas o verdadeiro tesouro de Isfahan é o seu povo, culto e amistoso que nos recebe de braços abertos e com tâmaras nas mãos. Em Isfahan, a barreira da língua ultrapassa-se pelos afectos.

Nas margens verdes do rio, em suave declive, as famílias celebram piqueniques, partilhando sorrisos. Largas avenidas arborizadas, salpicadas de cafés e casas de chá, atravessam a cidade e, em cada passo, acontece um abraço caloroso.

Assim se celebra a vida em Isfahan, uma cidade que vale por metade do mundo.Rui Neves Munhoz, 2012; texto escrito para um concurso da revista”Volta ao Mundo”. Tema; a minha cidade preferida. Não ganhei o prémio e o texto nem sequer foi publicado. Azar o meu!(consultar www.fmgomes.com).

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