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Istambul

Pamuk chamou-lhe nostálgica, mas eu apenas sei senti-la. Sou feliz quando estou com ela e permaneço triste quando ela foge de mim. Sem ela não sou mais eu, até a reencontrar. É a mais perfeita, entre as mais belas e eu, o mais injusto dos homens, porque a abandono muitas vezes e tardo sempre em regressar.

Ela é um caso de paixão, de amor ao primeiro olhar. Coroada por esguios minaretes, dédalo de ruas, praças e mercados de indecifráveis produtos. Temperada pelo saber e sabor do tempo, ela forma a mais bela silhueta que os meus olhos cansados já se permitiram ver. Ela ostenta, puras geometrias e caligrafias, em tons de azul e de verde, em paredes de mesquitas e palácios.

Sinto-me vivo nos bazares, nas ruas e por entre os pescadores, na ponte pendurados.

Istambul são as livrarias, os cafés históricos, os barcos, o cheiro a peixe frito, o sumo de laranja e de romã, deliciosos petiscos, os doces mais doces do que uma vida doce, o chá de maçã, as borras do café, a literatura e a música, a água escura do Bósforo e os palácios e casas de madeira nele espelhados.

Ela permanecerá indelével, na minha pele e sentidos, haverei sempre de regressar, ou morrer por ela.

Rui Neves Munhoz, Março de 2012. Viagem inventada pelos meus Amigos; Inácio Rozeira e Tiago Costa, da ”Nomad”. Viajei com ambos, desde Viena a Istambul, revivendo o mítico ”Expresso do Oriente”. (consultar www.nomad.pt).

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