Phnom Penh.

Cheguei à capital do reino do Cambodja, em finais de Dezembro de 2012, depois de uma longa viagem de 2 dias, depois de escalas em Beijing e Guanghzou, onde me senti cego, surdo, mudo e perdido. Os aeroportos Chineses, são para mim, como um longo ‘’Inverno dos Tártaros’’, completamente disfuncionais e esquizofrénicos! Em Beijing, encontrei a Catarina, a Joana e a Inês. Em Guanghzou, encontrámos a Patrícia e já em Phnom Penh, na alfândega, a Lu. Cá fora o Jorge, guloso, pendurado num gelado e a Mariana com a mochila reencontrada, esperavam por nós. Phnom Penh esperava por nós.

A cidade é vasta quanto baste, quase plana, debruçada sobre o Bassac, perto do caudaloso Mekong, próximo do lago Tonle Sap; a água, o calor e a humidade são os seus elementos físicos e a população é o seu maior tesouro. Mas a comida, a cerveja, os mercados, os cafés e esplanadas, são os maiores prazeres, que Phom Penh nos oferece.

Fundada no século XV, como capital do Cambodja, quando um rei Khmer transferiu o governo de Angkor, após as invasões Tailandesas. Devido à sua implantação, junto a um grande rio, conta-se que até uma pequena comunidade Portuguesa, lá permaneceu até ao século XVII. As guerras internas, entre sucessivos monarcas, levaram a que a capital, fosse itinerante até ao século XIX. O rei Norodon, o primeiro com esse nome, instala a corte em Phnom Penh, que havia sido, durante os últimos 3 séculos, uma aldeia de pescadores.

Com o colonialismo Francês, a partir de 1870, projectou-se uma nova cidade, de amplas avenidas, edifícios públicos e administrativos, escritórios, escolas e hotéis ao estilo colonial, característico da Indochina. Inventaram-se novos bairros para comerciantes.

 A cidade cresceu e embelezou-se, ao longo de décadas, mas o insuportável peso da guerra, desceu sobre a Indochina, durante décadas. Muitos milhares de homens e máquinas infernais, destruíram as vidas e os lares de muitos milhões e, como o ódio gera mais ódio, o espectro de um dos cavaleiros do apocalipse, atravessou o reino do Cambodja. O país foi caserna de todos os conflitos e deixou de haver inocentes, quando o inferno desceu sobre a Indochina. Todos foram culpados

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Phnom Penh encheu-se de refugiados e viveu os dias de todos os perigos. Quando a paz parecia espreitar e a expectativa de melhores dias florescia, os dias da mais selvática tortura instalaram-se e a morte desceu à terra, como nunca antes houvera acontecido. A partir de Abril de 1975 e até 1979, um regime inspirado no medo, na denúncia e na tortura sistemática, dominou e aterrorizou o país. Um totalitarismo esquizofrénico, semeou o Cambodja de centros de tortura e morte, sob o mote da construção de um ‘’ano zero’’ de um novo tipo de regime, em que a dignidade e vida do homem, de nada valiam. Alguma intelectualidade oriunda da ‘’Sorbonne’’, alimentada por iletrados fantoches, começou por elogiar tal regime chamando-lhe de igualitário, mas a ingenuidade de uma certa Europa, cedo morreu. Alguns Cambojanos, auto denominando-se de Khmer e colorindo-se de ‘’rouge’’, ordenaram a imediata divisão de Phnom Penh, a traço de régua e esquadro. A população que se encontrava fora da área de residência, naquele momento, a ela não foi autorizada a regressar. Decretou-se a extinção das cidades, o encerramento de escolas e hospitais e iniciou-se a perseguição a todos os que fossem identificados como intelectuais, ou que o aparentassem ser, por exemplo; que usassem óculos. Foi instituído vestuário igual e de uso obrigatório, para todos; de cor negra e com um lenço vermelho e branco, ao pescoço.

Toda a população foi enviada para os campos de trabalho agrícola e de doutrina e reeducação revolucionária. As escolas foram transformadas em centros de tortura e, nos arredores da capital, criaram-se grandes campos de morte. Em poucos dias, o tecido social do reino, foi destruído e a denúncia obrigatória e compulsiva, passou a ser rega. Os amigos, famílias e vizinhos, passaram a denunciar-se mutuamente, por mero instinto de sobrevivência. Até os filhos e pais se delatavam, a troco de mais uns dias de terror e de escassa comida. Um reinado de trevas e morte, desceu sobre o Cambodja, uma longa noite de todos os perigos, abateu-se sobre as planícies aluviais e o medo saiu à rua. Até os pensamentos, deixaram de ousar ser livres, porque pensar que alguém pensava e sonhava, com o doce pássaro da liberdade, passou a ser punível com a desmesurada tortura e abjecta morte. Talvez dois milhões de cidadão tenham sucumbido, mas ninguém saiu ileso, incólume. Todos morreram, os mortos de morte ‘’matada’’ e os vivos de morte sofrida. A fome grassou e levou milhares ao desespero e à morte.

Naqueles dias de medo e de chumbo, no reino do Cambodja; a morte saiu à rua; a tortura sistemática foi instituída e a denúncia assumiu carácter de normalidade.

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Entrados na antiga escola S21, o ‘’Museu do Genocídio Tuol Sleng’’, no centro da capital, separámo-nos uns dos outros, sem ter consciência do que fazíamos. Cada um seguiu o seu caminho, pelos seus próprios passos, apenas conduzido pelas emoções mais secretas. Nas paredes dos edifícios, cartazes desnecessários, convidavam ao silêncio e proibiam demonstrações de alegria. Como se alguém ousasse, tamanha afronta, perante tão desmesurada tragédia. Apenas com um pesado silêncio, por triste companhia, percorremos as antigas salas de aulas, que em celas de tortura se transformaram.

As salas, alinham-se ao longo de comprida varanda, aberta ao exterior, mas encerram-se por forte gradeado, para que as torturadas vítimas, não procurassem no suicídio, a libertação da tortura: algumas antigas salas de aula, estão divididas em pequenas celas em alvenaria, estreitas, sombrias, por onde tanto sofrimento passou; nas paredes de outras, pousam centenas de retratos dos prisioneiros torturados, muitos ostentando cartazes com os números de detidos; noutras, alinham-se instrumentos de tortura e morte; em quase todas, permanecem tarimbas em ferro, implantadas no centro da sala, como altares ao sofrimento e à morte.

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Os 4 edifícios de 3 pisos cada um, formam 2 pátios rectangulares. Um silêncio carregado de memórias de tão desditosos dias, tudo domina. As mais de três décadas decorridas, desde o fim do pesadelo, não atenuam as dores de um passado demasiado recente.

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Naquele dia de todas as emoções, saídos da antiga escola S21, tomámos de assalto as movimentadas avenidas de Phnom Penh, artilhados em 3 ‘’tuc-tuc’’; o melhor meio de transporte do mundo. A cidade tem uma escala humana, não desmesurada, agradável aos sentidos, plena de vida de gente feliz com sorrisos rasgados, vibrante de sonoridades, ruidosa, alegre, de caótico trânsito e poeirento calor.

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Chegados ao ‘’Centro de Choeung Ek’’; um campo da morte, plenamente assumido, pelas autoridades de então, plúmbeo silêncio descia de um azul e luminoso céu. No amplo relvado, rasgam-se sulcos de terra batida pelos pés de milhares de visitantes. Ao centro ergue-se branca ‘’stupa’’ de sobrepostas coberturas, ostentando telhados de vértices dançantes, em tons verdes e ocres. A construção assenta sobre suaves patamares em degraus, orlados de floridos canteiros. Os quatro alçados laterais, rasgam-se em verticais envidraçados, protectores de uma estrutura interior, em madeira e vidro, que guarda ossadas de muitos das imensas e incontáveis vítimas de ‘’Choeung Ek’’. Entramos descalços, no memorial, com uma completa ausência de som, por companhia; centenas de crânios sobrepostos, lembram-nos que as dores do passado não devem ser esquecidas. Contornamos a estrutura e a imagem da tragédia repete-se. Saímos e, ao longo de cerca de 2 horas, percorremos solitários o terreno onde o solo como que se abate pelo peso da dor, em largas concavidades, onde foram executadas e sepultadas, milhares de vítimas. Algumas antigas vales comuns estão delimitadas por pequenas paliçadas em madeira e, placas indicativas, lembram-nos a história ainda demasiado recente. Por todo o campo da morte placas indicam: aqui foram encontrados mais de 4 centenas de esqueletos de mulheres e crianças, sem roupas; ali mais de uma centenas de corpos de homens, nus e decapitados, os carrascos que passaram a vítimas; acolá amontoavam-se esqueletos de crianças e, assim sucessivamente numa memória dantesca de desmedida crueldade.

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Alguns talhões, apresentam-se delimitados por baixa cerca em canas de bambu, onde os visitantes penduram pequenas pulseiras em cordões coloridos entrelaçados. Uma árvore, decora-se também dessa mesma simples e sentida homenagem ás vítimas. Nalguns locais do campo da, morte, erguem-se expositores de esfarrapadas e sofridas roupas. Em muitas zonas, centenas de concavidades, preenchem o solo, são valas comuns, memórias escondidas do que de mais vergonhoso tem o homem, quando as fúrias o assolam e destroem.

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No primeiro dia em Phnom Penh, cumprimos o ritual de visitar a memória colectiva dos anos do medo; gestos meramente simbólicos, mas que nos ensinam a não esquecer e a saber transmitir, para que outros não olvidem.

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Como não há mal que sempre dure, a denúncia institucionalizada, acabou por minar os próprios assassinos, que se devoravam como repugnantes vermes, quando em 1979 os vizinhos Vietnamitas, invadiram o reino do Cambodja e depuseram os ‘’Khmer vermelhos’’. O reino voltou a viver em paz, numa musculada liberdade. Alguns anos depois, regressou o rei polémico, Norodom Sihanouk, com vocação para ser camaleão.

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Hoje o povo do reino do Cambodja, continua a ser monárquico, continua a ter um relacionamento ambíguo com o Vietname, continua a procurar sarar as feridas que o reinado do terror, em todos deixara. O país é um perpétuo mausoléu, para que as vitimas não sejam esquecidas, para que o medo, a tortura e a morte, não voltem a pousar no Cambodja. Para que ninguém o esqueça, embora ninguém se queira lembrar.

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Em Phnom Penh, perdemo-nos saborosamente, em cafés e restaurantes, vastos e sombreados por toldos. O ambiente assume, algumas vezes, características do colonialismo francês na Indochina; abundam as esplanadas confortáveis, e os restaurantes em largos terraços, ao nível do primeiro piso, protegidos por galerias. Ou é plenamente autóctone, nos vibrantes mercados nocturnos, plenos de sonoridades, feéricas luminárias e deliciosos sabores.

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A gastronomia do Cambodja, embora não tão rica e diversificada quanto a Vietnamita, continua a ser uma festa para paladares e sentidos. A nossa ‘’Festa de Babette’’, começou no primeiro almoço em Phnom Penh. De imediato, assumimo-nos como provadores gulosos e o Jorge Vassallo iniciou-nos nos pecados da gula do reino. Nem o próprio Anthony Bourdain teria despertado, de melhor forma, os nossos mais obscuros apetites gastronómicos. De cada vez, que nos sentávamos à mesa, os deuses de Angkor, desciam sobre nós, assumindo a forma de perninhas de rã, de deliciosos pedaços de cobra, ou mesmo de saboroso crocodilo. Legumes, sopas, ‘’noodles’’ e todo o tipo de massas, carnes, peixes e mariscos, conquistaram-nos o estômago. Tudo numa belíssima apresentação, em que cada prato se tornava uma festa para o paladar e o olhar. Os sumos naturais e a cerveja Angkor, foram os fiéis companheiros, que nos refrescaram todos os dias e noites na Indochina.

 Phnom Penh é vibrante, mas afável, convida-nos a longos e calorosos passeios pelas ruas centrais e junto ao rio. Tem uma escala humana e ainda não se assume como uma grande cidade descaracterizada da Indochina. O Jorge desvendou-nos o Cambodja, com o ritmo e a paixão, próprios de quem ama aquela vastíssima península, pendurada ao Sul da China, que se estende até à Indonésia e que por vicio colonial, chamamos de Indochina. Lugar mágico de diversas civilizações milenares; diferentes, mas interligadas, encravadas entre achina e a Índia. Terras de soberbas paisagens, onde a terra e as águas quase trocam de lugares.

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No final de cada dia, quando o calor húmido se tornava mais espesso, deambulávamos pela marginal de Phnom Penh, orlada de bandeiras, entre o largo passeio e o rio Bassac. Nesses já saudosos crepúsculos das minhas memórias, lembro os grupos que dançavam na rua, ao som frenético de ‘’gangnam style’’; formando disciplinadas linhas de dançarinos, ritmados e motivados. Nalgumas largas varandas, também se dançava. As mulheres, de todas as idades, envergando vestes coloridas, dominavam a paisagem humana, libertas pela dança, do tédio dos dias. Por breves momentos, senti-me em Seul, ou Tóquio, mas afinal estava na deliciosa Phnom Penh. Assim se vivem, os fenómenos mediáticos e as modas, em todo o mundo; todos diferentes, mas todos iguais.

Já no final da longa avenida, cabia a vez aos homens, de se exibirem, numa espantosa modalidade desportiva. Eles, em equipas de apenas dois, dispostos frente a frente, afastados alguns metros, corpos suados e musculadas pernas, jogavam uma pequena bola, de um para o outro. Continua e ritmadamente, sem paragens nem percas de bola, Formando extensas filas de hábeis jogadores, superando perícias de muitos craques do futebol, em dia de exibicionismos petulantes.

Os jogadores de Phnom Penh, conseguiam elevar as pequenas bolas, tocando-lhes com os calcanhares, o peito e os lados dos pés, muitas vezes executando bailados acrobáticos, qual lago dos cisnes do Bassac. Por longos momentos, permanecemos assombrados, vendo a dança das bolas, ao longo daquele corredor de atletas, sorridentes e animados. E até o próprio Ronaldo, que é homem de inegáveis dotes circenses, teria corado de inveja, perante tamanha habilidade e simplicidade. Assim se vive em Phnom Penh.

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O palácio real, vasto, mas não tão exuberantemente dourado, como o seu homónimo de Bangkok, implanta-se em vasta praça relvada, frente ao rio. É um oásis de paz e subtis silêncios, rodeado por altos muros, de cor ocre e amarela, coroado por elevado pináculos e esbeltas coberturas, com coberturas em telha vermelha, de retorcidos vértices e vãos onde o vermelho e o dourado, brincam com a imaginação, de cada visitante. O recinto do palácio, como é norma na Indochina, engloba diversas construções. Percorremos os jardins e o ‘’Pagode de Prata’’ que ostenta homónimo pavimento e preciosas estátuas de Buda.

 Norodom Sihanouk, o rei velho, homem amante da boa vida, de jovens mulheres, verdadeiro equilibrista entre conflitos e mestre na arte de sobreviver, à inexorável vertigem do tempo, partira para a longa viagem, já há algumas semanas, mas as cerimónias fúnebres continuavam a ecoar no recinto do palácio real. Muitos visitantes, ostentavam alvas vestes, em sinal de luto e, na vastíssima praça fronteira ao palácio, juntavam-se famílias, chegadas do reino e mesmo, de países vizinhos, para se despedirem do defunto rei. Esteiras e tapetes, estendiam-se sobre o relvado; vendedores de incenso e de oferendas, ocupavam os passeios; crianças com gaiolas cheias de pequenas aves e vendedores de comida, juncavam as ruas; monges jovens e sorridentes, envoltos em tecidos cor de açafrão, um pouco por todo o lado; cânticos e orações, ecoavam suaves. E nós, a ver, a compreender, a viver intensamente, aqueles momentos. Assim se celebrava a vida e a morte, na praça do palácio.

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O templo Wat Phnom, ou ‘’Pagode da Montanha’’. Em homenagem a uma tal senhora Penh, que no longínquo século XIV, havia recolhido quatro estátuas de Buda, no rio Mekong, ordenou a construção de um templo. Com a queda do império Khmer, em Angkor, século XV, a corte mudou-se apressada para o lugar da colina da senhora Penh. Numa tradução livre, Phnom Penh, significa; ‘’monte da senhora Penh’’.

O templo é pequeno e visitámo-lo ao anoitecer, ergue-se numa suave colina artificial e está guardado pela estatuária do imaginário religioso Budista. Os guardas apressados, como qualquer funcionário público, antes da hora da saída, ainda nos permitiram o acesso ao templo, onde descansam alguns Budas. Cá fora e junto a uma parede lateral, uma ‘’stupa’’ protege a estátua da senhora Penh; coroada por coloridas luminárias, sentada como um Buda, enfeita-se com pulseiras, brincos e colares, peruca e coloridas vestes, rosto exageradamente pintado, ás vezes até óculos de sol e telemóveis exibe; enfim tudo o que uma senhora de prestígio social elevado, deverá ostentar, no reino do Cambodja, onde a exibição da riqueza e da miséria é um modo de vida.

 Nas últimas décadas do século passado, o Cambodja sofreu todas as guerras, viveu todos os perigos e foi vítima de todas as infâmias. Em Phnom Penh, assim como em todo o reino do Mekong, continuam a ser notórias as mutilações de muitas guerras e os veteranos; cegos, amputados, doentes e desempregados, povoam as ruas e campos, numa tragédia permanente e contínua, que esmaga as vivências de um país sofrido, estado soberano, mas pobre, que vive de uma permanente ajuda internacional. Talvez essa teoricamente benéfica, ajuda internacional, tenha inibido, o estado e os cidadãos, de se sentirem autónomos. Parafraseando um antigo provérbio Chinês:’’…não dês o peixe, ensina a pescar…’’.

Aventura inventada pelo meu Amigo Jorge Vassallo e pela ”Nomad”; partilhada com o Jorge, a Olga, a Ema e o Manuel, a Catarina e a Joana, a Lu e a Inês, a Patrícia e a Mariana e este narrador. Em Dezembro de 2012 e Janeiro de 2013.

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